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Caminhada em João Pessoa reforça combate à violência contra as mulheres
17/12/2025 16:02
Notícia Paraibana com Assessoria Divulgação

A Rede de atenção às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e sexual (Reamcav), vinculada à Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH), realiza, neste sábado (20), uma caminhada do Mercado Público de Mangabeira até a Praça do Coqueiral, na cidade de João Pessoa. Com o lema “Por mim, por elas e por todas!”, a ação tem o objetivo de reforçar o enfrentamento à violência doméstica e sexual contra as mulheres e a luta contra o feminicídio.

O ato irá reúnir representantes do Movimento de Mulheres da Paraíba, da sociedade civil, órgãos de Justiça, segurança pública e governamentais. A concentração está prevista para as 7h, no entorno do Mercado Público de Mangabeira, com adesivagem de veículos e distribuição de materiais informativos sobre os serviços da rede. Às 9h, terá início a caminhada até a Praça do Coqueiral, ocupando as ruas em defesa da vida das mulheres.

Foto: Divulgação

Representando o movimento feminista, Cely Andrade, do Fórum de Feministas da Paraíba, reforça que a presença das mulheres nas ruas é também uma denúncia coletiva. “Cada passo que damos em Mangabeira é um recado direto aos agressores e às estruturas que naturalizam a violência: nós não aceitaremos mais o silêncio, nem a culpabilização das vítimas. Estamos aqui para dizer que a vida das mulheres importa, que temos direito a viver sem medo e que vamos cobrar políticas efetivas, orçamento, proteção e justiça”, afirmou Cely Andrade

De acordo com a secretária de Estado das Mulheres e da Diversidade Humana, Lídia Moura, a mobilização simboliza a força dessa rede articulada. “Quando a gente diz ‘por mim, por elas e por todas’, estamos afirmando que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. A rede de atenção existe para acolher, orientar, garantir proteção e responsabilizar o agressor. Estar nas ruas, nos mercados, nos bairros populares é dizer claramente que violência contra as mulheres é crime, não é problema privado, e que o Estado e a sociedade não vão se calar”, destacou a secretária.

A ação também busca estimular denúncias e a procura pelos serviços especializados, divulgando canais como o 190 (em casos de urgência) e o 180 (Central de Atendimento à Mulher), o 197 (denúncia anônima), além dos contatos da rede local de atendimento, para que vizinhos, familiares e a própria vítima saibam onde e como buscar ajuda.


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