
Deputados e senadores se reunem em sessão conjunta nesta segunda-feira (2) para inaugurar a 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura — o que corresponde ao último dos quatro anos que compõem a legislatura iniciada em 2023. A sessão solene está marcada para as 15 horas no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados e será conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Na sessão de abertura do ano legislativo, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, inicia os trabalhos com o anúncio da composição da Mesa solene (específica para a cerimônia) e a execução do hino nacional pela Banda dos Fuzileiros Navais.
Na sequência, o presidente do Congresso anuncia a leitura da mensagem do Poder Executivo, que deve ser entregue pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa. A leitura do documento será feita pelo primeiro-secretário da Mesa do Congresso, deputado Carlos Veras (PT-PE). A mensagem aponta temas e projetos considerados prioritários pelo governo para o ano de 2026.
A presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na entrega da mensagem com os projetos considerados prioritários para 2026 é opcional. Normalmente, o Palácio do Planalto envia o texto por meio de um representante do Poder Executivo.
Durante a inauguração da quarta e última sessão legislativa da 57ª Legislatura, também está prevista a leitura e a entrega da mensagem do Poder Judiciário, que deverá ser feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
Após a comunicação do Poder Judiciário aos parlamentares, acontece o pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A solenidade será encerrada com o discurso de Davi Alcolumbre. Os demais parlamentares não fazem uso da palavra.
Tradição

A abertura da sessão legislativa é geralmente precedida de um rito remanescente da inauguração da República. Assim, antes da sessão solene, ocorre a tradicional solenidade externa, com a presença das Forças Armadas.
Estão previstos dois roteiros, a depender da ocorrência ou não de chuva.
Se não houver chuva, o evento se inicia com a chegada dos presidentes das duas Casas em carros oficiais na lateral do gramado do Palácio do Congresso.
Na sequência, há a execução do hino nacional pela banda do Batalhão da Guarda Presidencial, e nesse momento são hasteadas simultaneamente as bandeiras nacionais nos mastros da Câmara e do Senado. Em seguida, o 32º Grupo de Artilharia de Campanha (Bateria Caiena) executa a Salva de Gala, com 21 tiros de canhão.
O comandante da Guarda de Honra conduz o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, na revista às tropas, em ritual que simboliza a verificação da preparação dos militares para as batalhas. Davi e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, sobem então a rampa do Congresso e são recebidos pelos secretários-gerais e pelos diretores-gerais das duas Casas.
Na entrada do Salão Negro, os presidentes recebem os cumprimentos dos portadores das mensagens presidencial e do Judiciário, do procurador-geral da República, de líderes partidários do Senado e da Câmara.
Se chover, todo o protocolo acontecerá no Salão Branco, excetuando-se os tiros de canhão e a subida na rampa.
A cerimônia terá continuidade no Plenário da Câmara.
O rito inclui ainda a presença, na rampa do Congresso, dos Dragões da Independência, unidade militar criada por Dom João VI, em 1808.