
Delcy Rodríguez tomou posse nesta segunda-feira (05) como presidente interina da Venezuela.
Ela era a vice-presidente do país até o sequestro de Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, no último sábado (3).
Delcy prestou juramento perante a Assembleia Nacional do país.
Formada em direito na Universidade Central da Venezuela (UCV), a nova presidente interina do país sul-americano, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, é um quadro histórico do chavismo e mulher de confiança do presidente sequestrado Nicolás Maduro.
Nascida em Caracas, ela foi escolhida por Maduro para a vice-presidência ainda em 2018. Diferentemente do Brasil, o vice-presidente na Venezuela não é eleito em uma chapa, mas escolhido pelo presidente do país, podendo, inclusive, ser trocado.
Além da vice-presidência, Delcy acumulava os cargos de ministra da economia e de presidente da PDVSA, a estatal de petróleo da Venezuela. Ela assumiu a principal empresa do país, em 2024, após a prisão de parte da diretoria da estatal acusada de corrupção.
A formação de Delcy inclui uma pós-graduação em Direito Social na Universidade de Paris e mestrado em Política Social pela Universidade de Birkbeck, em Londres.
A presidente interina é irmã de Jorge Rodríguez, atual presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e ex-vice-presidente do país. O irmão de Delcy foi também ministro das comunicações. Jorge Rodríguez é considerado um dos políticos mais influentes do chavismo, tendo construído sua carreira política ao longo do processo da chamada Revolução Bolivariana, iniciada em 1999 com a chegada de Hugo Chávez ao Poder.
Entenda
Os Estados Unidos lançaram no sábado (3) “um ataque de grande escala contra a Venezuela”, que capturou Maduro e sua mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, “de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”.
Delcy Rodríguez é a primeira mulher na história do país a liderar o Executivo e já exigiu “a libertação imediata” de Nicolás Maduro, “o único presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.
A comunidade internacional tem se dividido entre a condenação da ação dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.