
Novos arquivos do caso Epstein liberados na última sexta-feira (30) revelaram um pouco mais da relação entre ele e o ex-príncipe Andrew. Em uma foto, Andrew aparece deitado sobre uma mulher. Com a repercussão, o “Guardian” fez uma publicação em que o primeiro-ministro britânico Keir Starmer pede que o irmão do rei Charles deponha no Congresso dos EUA sobre suas ligações com Epstein.
A informação foi dada pelo “Guardian”, que também escreveu que o ex-príncipe teria convidado Epstein a visitar o Palácio de Buckingham em setembro de 2010, dois anos depois do financista ter sido condenado por aliciar meninas de até 14 anos.
Da mesma forma, o “The Independent” também disse que a fotografia em que Andrew aparece “agachado sobre uma mulher não identificada reacendeu os apelos para que ele deponha perante o Congresso” americano.
Já a “BBC” disse que “as imagens provavelmente aumentarão a pressão sobre Mountbatten-Windsor, que enfrenta anos de escrutínio devido à sua antiga amizade com Epstein”. A relação entre os dois foi o que levou Andrew a perder o título e honrarias da família real britânica.
O “New York Times” relembrou que os novos arquivos liberados mostram que a “troca de e-mails acrescenta novos detalhes ao que já se sabia publicamente sobre a longa amizade entre Epstein, o criminoso sexual condenado, e Andrew Mountbatten-Windsor, como é agora conhecido”.
A CNN internacional também comentou o aumento da pressão para que Andrew deponha para o congresso americano. “A divulgação aumentou a pressão política sobre o membro da família real em desgraça, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, convocando Andrew Mountbatten-Windsor, como agora é conhecido, a depor perante o Congresso dos EUA sobre suas ligações com o falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein”, diz a publicação.
A também americana CBS News disse que “as revelações reacenderam as dúvidas sobre se Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como Príncipe Andrew, deveria cooperar com as autoridades americanas que investigam Epstein e suas ligações com indivíduos poderosos em todo o mundo”. O texto também comentou a fala do primeiro-ministro britânico.
A “ABC News” fez um relato em que mostra troca de e-mails entre Epstein e uma pessoa que pode ser Andrew, em que há convites para ir ao Palácio de de Buckingham e para jantar com uma mulher russa. “Ela tem 26 anos, é russa, inteligente, bonita, confiável e sim, ela tem seu e-mail”, garantiu Epstein ao interlocutor.
A divulgação dos arquivos da investigação começou em dezembro. O departamento tinha até o dia 19 do mês para publicá-los em sua totalidade, de acordo com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, porém o prazo não foi respeitado.
No dia 23, o governo dos EUA liberou mais de 30 mil documentos dos arquivos de Epstein, deixando claro a proximidade dele com políticos e famosos. Uma vítima brasileira estava citada.
Muitas fotos dos arquivos incluem Epstein e outras personalidades ao lado de mulheres aparentemente jovens.
Epstein morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. A morte foi declarada suicídio.