O restaurante Lovina Seixas publicou, durante a tarde desta terça-feira (20), uma nota oficial para prestar esclarecimentos técnicos sobre as imagens da fiscalização do Ministério Público da Paraíba (MPPB) no estabelecimento recentemente divulgadas. De acordo com a administração do local, não houve interdição, fechamento, assim como não foi constatada qualquer situação que justificasse medida administrativa dessa natureza.
“Houve uma fiscalização de rotina que não gerou interdição, nem identificação de qualquer risco sanitário, tendo sido dado prazo para que o estabelecimento preste todos os esclarecimentos. Assim, a fiscalização segue seu curso normal, como ocorre rotineiramente em estabelecimentos sérios que operam de portas abertas e colaboram de forma ampla com os órgãos públicos de fiscalização”, declarou o Lovina na nota.
Em relação às imagens divulgadas, a direção do estabelecimento afirmou que algumas fotos podem gerar interpretações equivocadas e não refletem a realidade do funcionamento do restaurante. Sobre isso, um dos iitens registrados nas imagens tratava-se de leite de coco produzido no dia, o que segundo o Lovina é um fato visivelmente perceptível pela aparência do produto. Ainda assim, por estar sem etiqueta de identificação, o item foi descartado imediatamente, conforme protocolo sanitário adotado pelo restaurante.
Além disso, o Lovina Seixas explicou que é absolutamente incorreta qualquer insinuação de reaproveitamento de molhos oriundos de mesas de clientes. ” O Lovina nunca reutilizou alimentos servidos. Os molhos registrados estavam em itens de plástico recém-abastecidos, destinados à montagem das mesas. Utilizamos embalagens individuais, com descarte diário, mesmo quando não há consumo total, justamente para garantir o máximo de controle sanitário”, ressaltou a nota.
Sobre a afirmação de existência de esgoto aberto, a administração declarou que as imagens sugerem algo que não existe. “O que aparece nas fotos é uma tampa momentaneamente afastada durante a fiscalização para verificação técnica. Todas as instalações estão corretamente vedadas e em conformidade com as normas”.
Por último, a direção apontou que todas as placas e sinalizações obrigatórias estavam corretamente posicionadas. Adiantou também que a única ocorrência identificada foi um alimento sem etiqueta, prontamente descartado, não havendo qualquer evidência de risco sanitário ou prática irregular sistemática.
“Reforçamos: não foi apontada nenhuma irregularidade estrutural, nem qualquer prática que colocasse em risco a saúde dos clientes”, acrescenta.
O restaurante argumenta no mesmo texto que sempre respeitou e continuará respeitando a atuação dos órgãos fiscalizadores. Porém, demonstou preocupação com a exposição prematura e descontextualizada de imagens internas, antes da conclusão do processo, com potencial de causar um dano injusto à reputação do restaurante.
“A fiscalização é parte essencial de qualquer atividade responsável. O que nos preocupa é a exposição prematura e descontextualizada de imagens internas, antes da conclusão do processo, com potencial de causar um dano injusto à reputação de um restaurante que construiu sua história com trabalho sério”, comentou.
Confira a nota
NOTA AO PÚBLICO E À IMPRENSA
Lovina Seixas
O Lovina Seixas faz parte da história gastronômica de João Pessoa. Ao longo de anos de funcionamento, o restaurante construiu sua reputação com base em qualidade, cuidado com os alimentos, respeito às pessoas e compromisso absoluto com a segurança sanitária. Diariamente, mais de 1.500 clientes confiam no nosso trabalho, muitos deles famílias, frequentadores antigos e turistas que retornam à cidade e escolhem o Lovina como referência.
Por isso, recebemos com surpresa e preocupação a divulgação de imagens internas do restaurante, registradas durante uma fiscalização sanitária de rotina, ainda em andamento, que passaram a circular fora de contexto e antes da conclusão do processo administrativo.
É importante esclarecer, de forma direta e transparente: houve uma fiscalização de rotina que não gerou interdição, nem identificação de qualquer risco sanitário, tendo sido dado prazo para que o estabelecimento preste todos os esclarecimentos. Assim, a fiscalização segue seu curso normal, como ocorre rotineiramente em estabelecimentos sérios que operam de portas abertas e colaboram de forma ampla com os órgãos públicos de fiscalização.
É preciso esclarecer que algumas imagens divulgadas, podem gerar interpretações equivocadas, que não refletem a realidade do funcionamento do restaurante:
- Um dos registros mostra um recipiente de leite de coco produzido no próprio dia como demonstra a própria aparência do item na foto, que, por estar momentaneamente sem etiqueta de identificação, foi imediatamente descartado pela equipe, como determinam nossos protocolos internos.
- Também não procede, sob nenhuma hipótese, a insinuação de reaproveitamento de molhos de mesas de clientes. O Lovina nunca reutilizou alimentos servidos. Os molhos registrados estavam em itens de plástico recém-abastecidos, destinados à montagem das mesas. Utilizamos embalagens individuais, com descarte diário, mesmo quando não há consumo total, justamente para garantir o máximo de controle sanitário.
- Quanto à área técnica, as imagens sugerem algo que não existe: não há esgoto aberto no restaurante. O que aparece nas fotos é uma tampa momentaneamente afastada durante a fiscalização para verificação técnica. Todas as instalações estão corretamente vedadas e em conformidade com as normas.
Reforçamos: não foi apontada nenhuma irregularidade estrutural, nem qualquer prática que colocasse em risco a saúde dos clientes.
O Lovina Seixas sempre respeitou e continuará respeitando a atuação dos órgãos fiscalizadores. A fiscalização é parte essencial de qualquer atividade responsável. O que nos preocupa é a exposição prematura e descontextualizada de imagens internas, antes da conclusão do processo, com potencial de causar um dano injusto à reputação de um restaurante que construiu sua história com trabalho sério.
Seguimos abertos, funcionando normalmente, atendendo nossos clientes com o mesmo cuidado de sempre. Estamos sempre revisando procedimentos, reforçando treinamentos e colaborando integralmente com as autoridades, como sempre fizemos.
Aos nossos clientes, parceiros e à sociedade, deixamos uma mensagem simples e verdadeira: quem conhece o Lovina Seixas sabe do nosso compromisso com a qualidade, com as pessoas e com o respeito à cidade.
Seguimos à disposição para qualquer esclarecimento.
João Pessoa, 20 de janeiro de 2026
Lovina Seixas
Entenda
Uma fiscalização do Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Programa de Proteção do Consumidor, e da Vigilância Sanitária de João Pessoa encontrou diversas irregularidades no bar Lovina Seixas, na Praia dos Seixas, na capital paraibana. A ação ocorreu no final da manhã desta terça-feira (20).
De acordo com o Ministério Público, o restaurante funcionava com alvará vencido, sem certificado do Corpo de Bombeiros. O MPPB também revelou irregularidades sanitárias como produtos inapropriados para consumo encontrados na cozinha e câmara fria, além de reaproveitamento de alimentos.
Outro problema encontrado pela equipe foi na caixa de esgoto, que não tinha tampa e estava aberta próximo ao armazenamento de proteínas. Houve descarte de alimentos.
Os órgãos fiscalizadores deram um prazo para o estabelecimento fazer a correção estrutural dos problemas encontrados. Segundo o MP, foi lavrado o auto de infração ao restaurante pelo MPPB e aberto um processo administrativo.