
Neste sábado (21) a partir das 19h, o bairro dos Bancários, em João Pessoa recebe o Bloco Violando a Madrugada 2026. Com concentração no Bar do Baiano, na Rua dos Ipês, o bloco reúne cerca de dois mil foliões por ano, e neste ano as atrações são Kennedy Costa, Polyana Resende e a Orquestra Sanhauá.

Realizado tradicionalmente no primeiro sábado após o Carnaval, o Violando a Madrugada foi criado por poetas, músicos, professores, estudantes, jornalistas, escritores, artistas paraibanos e moradores do bairro dos Bancários. O que poderia ser apenas um passeio entre amigos pelas ruas do bairro, se tornou um encontro entre diferentes trajetórias que compartilham o amor pela música e pela boemia.
Desde a sua fundação, o bloco mantém viva a proposta original: ocupar a rua como espaço de celebração, fortalecer vínculos de amizade e valorizar a cultura popular. Sem cordão de isolamento, o bloco se constrói a partir da colaboração de artistas locais, seja na criação das camisetas – ilustradas por artistas plásticos que transformam caricaturas em identidade visual -, seja na composição e execução musical.
Uma das marcas do Violando a Madrugada é seu percurso simbólico de 300 metros, considerado o menor percurso de bloco carnavalesco do mundo. “Cada passo é carregado de poesia; os acordes de frevo, marchinhas, samba e maracatu convidam à confraternização; cada gargalhada se transforma em um brinde à vida. O bloco mostra que a intensidade do Carnaval não se mede pela distância percorrida, mas pela força dos encontros e dos afetos”, afirma Suelene Sousa, uma das organizadoras do bloco.
No dia da festa, haverá venda de mesas a partir de R$70.
“Micro percurso de alegria”

Para os seus criadores, o Violando a Madrugada não é apenas um bloco carnavalesco: é uma celebração contínua da vida, da amizade e da cultura popular paraibana. Fundado no ano 2000, ele nasce no Bar do Baiano e, desde então,se transformou em um dos símbolos da boemia e da diversidade artística de João Pessoa.
Mais do que o espaço físico do bloco, o Bar do Baiano é um território simbólico onde se cultivam amizade, boemia, respeito e pertencimento. Ali se encontram poetas, músicos, jornalistas, professores e estudantes que dão sustentação afetiva e cultural ao Violando a Madrugada.
A cada ano, o Violando a Madrugada se reinventa por meio de seus estandartes, hinos e homenagens. Os hinos são compostos pelos próprios frequentadores – muitos deles músicos e compositores. As homenagens transformam o bloco em um memorial vivo, mantendo presentes figuras que partiram, como Gemima, Gilberto, Wander Farias e outros.
“Desde sua origem, o Violando a Madrugada afirma-se como um bloco progressista, democrático e inclusivo. É um espaço onde cabem todas as idades, cores, histórias e vozes. O respeito, o bom humor e o companheirismo são valores tão centrais quanto a música. Artistas de relevância estadual e frequentadores compartilham a mesma alegria e, após o Carnaval oficial, encontram no Violando a oportunidade de confraternizar, celebrar e reafirmar o direito ao lazer e à cultura”, acrescentou Suelene.
Maestros como Salvador de Alcântara, Bebé de Natércio, Roberto Araújo e Teinha, além de compositores como Demetrius Faustino, Júnior Targino, Kennedy Costa e Acilino Madeira, entre outros, ajudam a sustentar a qualidade artística e o caráter coletivo da festa.
“O Violando não apenas preserva a tradição carnavalesca, mas dialoga com temáticas contemporâneas, como a preservação ambiental e a qualidade de vida. O bloco mostra que a felicidade pode caber em 300 metros de rua e que o Carnaval é mais do que festa: é comunhão, saudade e esperança”, finalizou Suelene.
