A cidade de João Pessoa começou o ano de 2025 entre os 10 destinos em alta no mundo, segundo o ranking global da Booking.com – sendo a única cidade brasileira na lista. Na imprensa e nas redes sociais, a visibilidade fez o turismo se expandir a níveis inéditos e transformou a cidade na “Queridinha do Nordeste”. Além de estar nas listas internacionais de destinos mais desejados, o ano encerra com a confirmação de um número recorde de novos moradores e com a cidade entre as líderes em valorização imobiliária no Brasil.
A movimentação do setor também se explica pelo comportamento populacional único na região: segundo o Censo, a Paraíba foi o único estado do Nordeste a registrar saldo positivo de novos moradores entre 2017 e 2022, com mais de 30 mil pessoas entrando no estado. Grande parte dessas pessoas têm optado por bairros como Bessa, Jardim Oceania e Aeroclube, com este último registrando crescimento de 47% no número de habitantes em uma década. A impressão de que estava todo mundo vindo morar em João Pessoa , o que fez o mercado imobiliário registrar alguns dos indicadores mais expressivos do país.
O aeroporto local foi o que mais cresceu entre os administrados pela Aena, com salto de 28% na movimentação de passageiros, enquanto a capital alcançou o título de cidade mais verticalizada do Nordeste, com 43% da população vivendo em apartamentos. No mesmo período, a valorização imobiliária medida pelo FipeZap chegou a 15% em 12 meses, triplicando o índice nacional.
Esse cenário ampliou a procura por imóveis e atraiu compradores de todas as regiões do país. “Cerca de 50% dos nossos clientes vêm de fora da Paraíba. É um fluxo que cresce ano após ano, impulsionado pela qualidade de vida e pela percepção de segurança e estabilidade urbana que a cidade transmite”, afirma Carlos Feitosa, sócio da Eco Construtora.
Esses dados mostram que 2025 marca uma virada de chave para o mercado da construção civil na capital paraibana que se prepara, inclusive, para receber seu primeiro empreendimento de alto padrão, o Eco Aeropark. O empreendimento ficará diante do futuro Parque da Cidade.

Carlos Feitosa destaca que o fenômeno é muito mais amplo do que uma tendência passageira. “O interesse não é apenas turístico. É residencial. Em todo lugar que se vê há reflexos desse fluxo populacional que veio visitar e está escolhendo ficar. Isso muda completamente a dinâmica da cidade e gera demanda qualificada”, complementa.
Empregos na Construção Civil
Em 2025, a Paraíba foi um dos Estados que mais geraram empregos na construção civil. Pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mais de 600 novos postos foram abertos no setor apenas nos últimos 12 meses, totalizando 52,5 mil pessoas empregadas, sendo 67% diretamente na construção de edifícios. “É um ciclo virtuoso que envolve fornecedores, serviços, comércio, mão de obra especializada e uma cadeia inteira que se movimenta a partir do aquecimento do mercado imobiliário”, avalia Francisco Cavalcante, também sócio da Eco Aeropark. Para ele, o ano confirma que a capital consolidou um novo patamar. “O que vemos hoje é um mercado maduro, com demanda sólida, compradores mais informados e projetos alinhados a novas formas de viver, trabalhar e ocupar a cidade”.
Para 2026, a expectativa do setor é guiada pela continuidade desse ciclo. “Vivemos um período de valorização consistente, expansão urbana planejada e interesse crescente de novos moradores. Em uma cidade que combina planejamento, qualidade de vida e crescimento econômico, o mercado imobiliário segue como protagonista de um dos momentos mais promissores da capital paraibana”, conclui Francisco Cavalcante.